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Banda de cientistas livres se apresenta na CryptoRave

A banda Free Software and the Open Sources foi formada na USP e coloca os cientistas para cantar e dançar rock, MPB e jazz, sempre fazendo alusão à liberdade do conhecimento.

No começo dos anos 1990, a banda de manguebit Chico Science & Nação Zumbi cantava “computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro”, em uma alusão às transformações culturais ocasionadas pelas tecnologias computacionais. O que, talvez, os pernambucanos jamais imaginassem é que não só os computadores fazem arte, mas também os cientistas da computação. E isso poderá ser comprovado durante a CryptoRave, quando a banda Free Software and the Open Sources, formada por professores e alunos da Universidade de São Paulo (USP) apresenta seu repertório formado por rock, MPB e jazz.

“As músicas do repertório foram escolhidas porque fazem alusão ou têm alguma relação com a ideia de liberdade ou tecnologia. Entre outras, tocaremos uma música inspirada na ‘Free Software Song’, de Richard Stallman”, explica Nelson Lago, gerente técnico do Centro de Computação em Software Livre da USP e vocalista.

O cientista cantor conta que a banda surgiu em 2013, para celebrar a inauguração do prédio do CCSL. A ideia partiu do professor Fábio Kon e de alunos principalmente envolvidos com pesquisas em computação musical.

Além do cantor Lago e do professor Kon, vibrafonista, a banda conta com a baterista Monna Cleide, o baixista Arthur Tofani, o guitarrista Gustavo Oliva e o cavaquista e violonista Deusany Carvalho Júnior. “Ainda contamos com projeções bem-humoradas durante a apresentação, produzidas por Carlos Eduardo Santos, e eventualmente com participações de outros membros do CCSL”, explica Lago.

Lago tem longa militância pelo software livre. Já deu palestras no Festival Internacional de Software Livre (Fisl), o mais tradicional do gênero e que ocorre em Porto Alegre e já participou de inúmeros intallfests, como são chamados os encontros para a instalação de softwares livres nos computadores. Mas cantar em uma CryptoRave será uma experiência nova para ele.

A apresentação na maratona hacker é um momento especial. Isso porque Kon, o professor idealizador do projeto (de banda, não de pesquisa), retornou faz pouco de um período sabático no exterior. Com seu retorno, também retorna a banda, que costuma ensaiar em uma casa do Butantã, bairro paulistano próximo à Universidade de São Paulo.

Lago acredita que eventos como as CryptoParties e as CryptoRaves têm papel fundamental na conscientização do grande público para os desafios que a internet oferece. “Com as recentes revelações de Edward Snowden, a sociedade começa a discutir o tema, mais trata-se de um longo caminho a percorrer. Além das orientações sobre limites e questões éticas, também a tecnologia, e em particular a criptografia, precisam ser de conhecimento da população”, avalia.

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